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São inúmeros e diversificados os pontos de interesse do Parque Nacional Peneda-Gerês, nomeadamente nas áreas mais próximas da vila do Soajo:

Mezio
Logo à entrada deparamos com uma anta e os novos edifícios da Porta do Mezio.
Esta é uma das cinco “Portas” de entrada do PNPG. É composta por cinco edifícios, entre os quais o posto de recepção e informação aos visitantes e o centro interpretativo da área arqueológica Mezio/Gião, onde está exposto o material encontrado na área arqueológica em questão.
Aviso: a mata do Mezio é fortemente convidativa para merendar à sombra dos camaciperes ou dos vidoeiros…

Trilhos pedestres
A melhor forma de conhecer e de contactar com os valores naturais e culturais do Parque Nacional é através dos percursos pedestres.
Existem vários trilhos pedestres sinalizados, a maioria dos quais dispõe de um desdobrável de apoio à sua interpretação. Para além destes, é possível percorrer outros percursos, que não estão marcados no terreno, e que correspondem geralmente a caminhos rurais ou trilhos de pastores.
Alguns dos percursos que podem ser realizados nas proximidades:
- Trilho Caminho do Pão, Caminhos da Fé
- Trilho da Mistura das Águas
- Trilho das Brandas
- Trilho do Ramil
- Trilho do Ramiscal
- Trilho Interpretativo do Mezio
- Trilho Pertinho do Céu
Outros percursos relativamente próximos:
- Trilho da Ermida
- Trilho de Germil
- Trilho do Megalitismo de Britelo
- Trilho do Penedo do Encanto
- Trilho dos Moinhos de Parada
- Trilho Interpretativo de S. Miguel de Entre Ambos-os-Rios

Observação de exemplares da fauna da região
Cabra-montesa; Corça; Esquilo; Lobo-ibérico; Lontra; Raposa; Açor; Águia-real; Bufo-real; Coruja-do-mato; Guarda-rios; Melro-d’água; Milhafre-preto; Perdiz-comum; Poupa; Cobra-de-água-de-colar; Cobra-lisa-europeia; Cobra-rateira; Lagartixa-ibérica; Lagarto-de-água; Sardão; Rã-ibérica; Salamandra-de-pintas-amarelas; Sapo-comum; Tritão-de-ventre-laranja; Boga; Escalo; Truta.

Observação de exemplares da flora da região
Pereira-brava; Amieiro; Azevinho; Carvalho-negral; Castanheiro; Freixo; Loureiro; Pinheiro-bravo; Pinheiro-silvestre; Sobreiro; Teixo; Vidoeiro
Carqueja; Giesta-das-serras; Hera; Hipericão-do-gerês; Medronheiro; Salgueiro-negro; Tojo-arnal; Urze-branca; Urze-vermelha; Uva-do-monte; Zimbro-rasteiro; Feto-do-gerês; Lírio-do-gerês; Narciso-bravo; Orvalhinha.

Serra Amarela
Um dos escritores que mais escreveu e percorreu a Serra do Gerês, Miguel Torga, descreveu nos seus Diários um “dia pela Serra Amarela, a percorrer vezeiras, a visitar fojos de lobos e a quebrar a cabeça no enigma de quinze ou vinte casarotas perdidas numa chapada”.

A Serra Amarela é um dos ermos mais perfeitos de Portugal. Situada entre o Gerês e o Lindoso, as suas dobras são largas, fundas e solenes. Sem capelas e sem romarias, cruzam-na os lobos, os javalis e as corças. A praga dos pinheiros oficiais ainda lá não chegou. De maneira que mora nela o sopro claro das livres asas e o riso aberto dos grandes sóis. Não há estradas, senão as da raposa matreira, nem pousadas, senão as cabanas dos pastores. É Portugal nuclear, a Ibéria na sua pureza essencial e granítica. Um pé de azevinho aqui, urzes milenárias acolá, um carvalho numa garganta, nenhum coração de entre o Douro e Minho pode deixar de se sentir aquecido e reconfortado em semelhante chão.

Santuário da Senhora da Peneda
Santuário localizado na freguesia da Gavieira, foi construído entre os finais do séc. XVIII e o terceiro quartel do séc. XIX.
Frente à igreja, terminada em 1875, encontra-se o escadório das virtudes, com estátuas representando a Fé, Esperança, Caridade e Glória.
Após um largo triangular onde se situam os antigos dormitórios para os peregrinos (hoje transformados num hotel), o santuário desenvolve-se numa alameda arborizada em escadaria, com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo (Natividade e Paixão).
Ao fundo da alameda, numa praça circular, situa-se um pilar oferecido pela rainha D. Maria I.
Na primeira semana de Setembro realizam-se as peregrinações e um grande arraial popular.

Golfe de Ponte de Lima
A apenas 40 km (aprox. 40 minutos), o Campo de Golfe de Ponte de Lima, inaugurado em Setembro de 1995, é um verdadeiro paraíso para os golfistas!
O campo de 18 buracos (os primeiros 9 em zona de montes, e os segundos em área plana), para um par de 71 e com 6005 metros, está localizado num meio rural tipicamente minhoto e com fantásticas vistas sobre o vale do rio Lima, e apresenta um traçado tão agradável para os amadores como exigente para os profissionais.

Vinho Alvarinho
Vinho proveniente de uma casta singular, que só cresce na Península ibérica, é fruto de uma produção muito limitada e, por isso, exclusiva.
Com um paladar leve e fresco, cor citrina e aroma delicado, é um vinho raro, tipicamente português e um dos mais premiados internacionalmente.
A zona ribeirinha junto ao rio Minho, entre Melgaço e Monção, possui inúmeras adegas e quintas produtoras de vinho Alvarinho. Aí podem apreciar-se as vinhas desta casta, plantadas em magníficos anfiteatros, a meia encosta, num microclima único, protegido pelas montanhas de Portugal e Espanha, conjugando o Solo, o Sol, o Sofrimento, a Sabedoria e o Sossego. Cinco “Ss” para um vinho cheio de arte e vida!